Ao tempo que não escrevia nada nesta rubrica mas, hoje decidi que vos ia
contar um bocadinho de como me sinto e do que se tem passado na minha vida.
Sempre fui pessoa de me acomodar ao mais certo e seguro, nunca fui muito de
arriscar na vida, quer pessoal quer profissional. Há uns tempos atrás, dava por
mim a pensar que não seria capaz de realizar nada para aquilo que estudei, não
sentia que era capaz de ter mais responsabilidade do que já me era exigido até
então.
Na minha vida pessoal mudei drasticamente tempos atrás, depois de ponderar
muito e ter vacilado muitas vezes, ganhei coragem e coloquei um ponto final no que me estava a fazer mal. Mas, no que diz respeito a estabilidade profissional o caso muda de figura.
Já não é a mesma coisa, juntando o meu pessimismo sentia-me uma inútil.
Como sabem a meados de Abril comecei a trabalhar num café, não correu nada bem, o começo foi um desespero mas, com o tempo fui pensando que aquele era o meu destino e depois acabava por me conformar que tinha de ser e acabava por aprender a gostar. Pensava que assim era uma maneira de eu poder comunicar à vontade sem ser recriminada.
Quando menos esperava recebo uma chamada de uma senhora que me tinha entrevistado, o meu coração parou naquele momento, fiquei sem sangue, gelada quando percebi que afinal era capaz, se alguém acreditava no meu potencial. Então, se alguém acredita que nós conseguimos porque não acreditarmos também? Eu pensei durante dias, pensei no que devia fazer, informei-me sobre as minhas obrigações e atirei-me de cabeça, sem quase pensar em se´s e todos esses acréscimos. Entreguei a minha carta de demissão na semana a seguir.
Pensava eu que tudo já tinha passado, engano meu, até começar a trabalhar. Custou-me e custa-me toda esta mudança, sou de mexer não estar quieta, sou de estar sempre a trabalhar e não ter tempos mortos. Agora fui obrigada a sentar-me numa cadeira o dia todo em frente a um computador. A minha rotina mudou e quero adaptar-me a esta nova vida mas, está a custar tanto.















